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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Onde Está a Fé?



A Fé é a firme convicção de que algo seja verdade, sem nenhuma prova de que este algo seja verdade, pela absoluta confiança que depositamos neste algo ou alguém. A Biblia diz: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem...”, mas parece que estas palavras estão sendo esquecidas justamente por quem deveria viver através delas. "O JUSTO VIVERÁ PELA FÉ" (Gálatas 3.11).

Nos dias de hoje vemos pessoas que se apegam a tudo menos à Fé. Muitos até dizem que têm fé, mas não demonstram o que dizem. A palavra de Deus diz claramente que a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, porém vivemos na geração do imediatismo, talvez por causa das evoluções tecnológicas, tudo tem que ser agora, já. Contudo a Palavra de Deus diz: “Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu” (Eclesiastes 3.1).

Antes, quando algo estava errado em nossas vidas, falávamos em orar pedir direção de Deus, hoje é “vamos fazer um Abaixo-Assinado...”, “vamos fazer protesto!”, “vamos agir, porque tem a Oração e a Ação...”. Mas qual tem vindo primeiro, a Oração ou a Ação? Temos Fé ou falta de Fé?

Abraão, quando ainda era Abrão, recebeu uma promessa e partiu de sua parentela em busca de uma terra prometida que ele não sabia onde nem como, nem quando seria dele; mas ele acreditou e foi, através da Fé. Da mesma maneira devemos acreditar e nos entregar totalmente à vontade de Deus, não nos preocupando com quando ou como ou onde, mas crendo que Deus tudo fará.

Que a nossa Fé não esteja em nossos talentos, nos homens ou em coisas materiais, mas que esteja sempre em Deus que realiza tudo no tempo certo.

Que a graça e a paz do Senhor Jesus estejam com você.


sábado, 10 de abril de 2010

Chamados por Deus



Graça e paz sejam contigo!

Não pretendo ser pesado nas minhas palavras, mas quero trazer uma reflexão sobre a dura realidade em que vivemos. Pois nos nossos dias é grande a multidão dos que se declaram “chamados”, mas em sua maioria os tais não demonstram ter ciência da vida comprometida que é própria dos que foram chamados por Deus.

Imagem: Mão estendida

Propósito e consequência do CHAMADO

Não sei se por falta de conhecimento ou se por rebeldia deliberada, mas os que tomam para si o título de “chamados pelo Senhor” parecem desconhecer absolutamente o porquê ou para quê foram chamados, se é que de fato o foram. Não ignoro que o Senhor chama pessoas para si, o que não compreendo é que esse chamado apenas corresponda às expectativas da pessoa (trazendo-lhe incontáveis benefícios, atribuíndo-lhe status) enquanto em nada atende ao que Deus espera dos seus chamados.

João 15

16 Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome. 17 Este é o meu mandamento: Amem-se uns aos outros.

O verso acima é constantemente citado no sentido de reforçar a idéia de que as pessoas são chamadas por Deus para serem beneficiadas. É incrível como o curto trecho “a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome” é tão enfatizado enquanto todo o restante do precioso texto é ignorado.

Não somos chamados simplesmente para recebermos tudo o que pedirmos ao Pai em nome de Jesus, não mesmo. Somos chamados para irmos e para darmos fruto que permaneça, isto é, para seguirmos atuando em todas as instâncias de nossa vida, tendo como resultado dessas ações frutos que constituam um testemunho eficaz e duradouro; algo que evidencie a ação do Espírito e da Palavra de Cristo em nós. E, além disso, também recebemos um mandamento: Que amemos-nos uns aos outros.

Em João 15.7,8 Jesus disse algo importante e que corrobora com o entendimento que alcancei sobre isso: pedir e ser atendido é consequência de viver frutificando para Deus. Tanto é que ele deixou claro que não são os pedidos atendidos que glorificam a Deus, mas o fato de darmos muito fruto. Se você se considera chamado e entende que esse chamado glorificará a Deus, compreenda que as suas metas envolvem frutificar e exercitar o amor.

Chamados para a LIBERDADE

Outro ponto que entra em conflito com a possível biblicidade de um chamado é a liberdade da qual sentem-se possuidores os supostos chamados. Nossa liberdade em Cristo é real, mas quando entregamos nossas a vidas a Deus passamos a viver pelo Espírito e não pela carne; daí a nossa liberdade não tenderá à satisfação das nossas vontades e paixões, mas da vontade daquele que nos chamou.

Gálatas 5

13 Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne; ao contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor.

Temos liberdade em Cristo, porém não devemos usar dessa liberdade para satisfazer nossa vontade, sem pensar em Deus e no nosso próximo. O chamado envolve liberdade e responsabilidade, uma vida inconsequente destoa do que se espera de uma pessoa chamada por Deus.

Chamados para um VIVER DIGNO

Se fomos chamados, o fomos para experimentar uma nova vida. Mas Deus não encarnou em nós e passou a controlar as nossas ações; ele nos deu a conhecer a sua vontade, pela sua Palavra, e nos deu a capacidade de discernir, pelo seu Espírito, qual seja a maneira de viver que convém aos que foram chamados. Exercer um viver digno é competência nossa.

Efésios 4

1 Como prisioneiro no Senhor, rogo-lhes que vivam de maneira digna da vocação que receberam. 2 Sejam completamente humildes e dóceis, e sejam pacientes, suportando uns aos outros com amor.

Veja que Paulo rogou que os irmãos vivessem de maneira digna da (eu diria “compatível com”) vocação que receberam. Logo começo a me questionar: Se fomos chamados para anunciar boas novas, por que amaldiçoamos as pessoas? Se fomos chamados para exercer misericórdia, porque somos tão insensíveis à dor alheia? Se fomos chamados para viver em amor, por que odiamos os que consideramos pecadores perdidos?

Alguns dos que se autointitulam chamados por Deus são arrogantes, presunçosos, iracundos (principalmente quando questionados), impacientes e não suportam os demais, pois falta-lhes amor. Será que assim estão vivendo de maneira digna da sua vocação? Pensemos bem se o nosso modo de viver é digno do chamado que recebemos, não falo somente de cargos ou vocações eclesiásticas, pois todos fomos chamados das trevas para a luz.

Conclusão

A idéia de que fomos chamados para recebermos bençãos, termos nosso status social elevado, sermos reconhecidos, “conquistarmos e possuirmos” algo, parece (e de fato é) muito mais atraente do que a realidade: somos chamados, não para recebermos privilégios, mas para responsabilidades: “para irem e darem fruto, fruto que permaneça”.

Não fomos chamados para uma religiosidade fingida nem para enriquecermos materialmente, nem para sermos amados por este mundo ou para termos vantagens sobre os demais. Nossa religião deve ser amar ao próximo a ponto de socorrê-lo nas suas necessidades (Tiago 1.27), ver o Deus invisível em cada irmão (1 João 4.11-12), doarmos-nos a Deus tanto quanto Ele doou-se a nós, sermos dEle tanto quanto Ele deseja ser nosso, estarmos nEle tanto quanto Ele anseia estar em nós: Deus é amor!

Que a graça e paz, a misericórdia e o amor de Deus estejam sobre você.


Nota: Todas as citações foram extraídas da Bíblia Sagrada, Nova Versão Internacional (Ed. 2001).


terça-feira, 1 de dezembro de 2009

TEMOS PASTOR - 3ª PARTE (FINAL)



Estamos caminhando para o final de nossa meditação no Salmo 23. Anteriormente vimos nosso Pastor como Providente e Guia. Hoje vamos ver um outro aspecto do pastoreio do nosso Deus.

3. Ele é Acolhedor (5 – 6) - Esse Deus que é Pastor Providente e Guia dos seus é também Hospedeiro; Ele é o que prepara uma mesa na presença dos adversários. A melhor tradução aqui para adversários seria provocadores. Davi de forma direta trata daquilo que vinha sendo dito antes de maneira mais figurada. Ele nos fala que pela liberalidade divina, é suprido com tudo quanto lhe é necessário para manutenção desta vida. Ao dizer: Tu preparas uma mesa perante mim, está declarando que Deus lhe fornecerá o sustento como um pai que estende a mão para dar comida a seu filho. Então enaltece esse benefício a partir de uma consideração adicional ao dizer que embora, ou por mais que muitas pessoas maliciosas invejem sua felicidade, e desejem sua ruína, Deus não desiste de demonstrar sua inesgotável liberalidade para com ele e de fazer-lhe bem.
É interessante notar agora as figuras na parte restante do quinto verso:unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda. Há um caráter festivo nessa unção com óleo, que cabe muito bem na ocasião. Nos tempos antigos ninguém imaginava receber um convidado em uma de suas grandes festividades e não acolhê-lo sem honrosamente perfumá-lo.
Ungir com óleo e transbordar de cálice, devem ser explicados como denotando a abundância que vai além do mero suprimento das necessidades comuns da vida. O derramar perfumaria de forma honrosa os convidados para os banquetes e em decorrência haveria o transbordar do cálice que podemos certamente entender como derramar ou transbordar de alegria. Parece-me que aqui o poderoso e extremamente confiante rei Davi está agora num momento de derramamento de gratidão, diante do Senhor pela sua divina providência; e de fato seria até estúpido que não houvesse total gratidão de sua parte para com Deus. Após derramar-se de grato pela certeza de que tinha no Senhor seu Hospedeiro, Davi caminha para o final do salmo de forma tão bela quanto começou.
Se o início ele diz que o Senhor é seu Pastor, aqui, tendo-o como hospedeiro, nos mostra as conseqüências disso: Bondade e misericórdia certamente me seguirão: Davi expressa sua convicta certeza da continuação delas até o fim de sua vida. Essa certeza no coração do rei estava firmada na beneficência de Deus. Em termos gerais o salmista nutria em seu coração a esperança baseada na bondade do Pastor que jamais falha e que lhe seria favorável até o fim.
Queridos, comer e beber na mesa de alguém criava um vínculo de lealdade mútua, podendo ser um culminante sinal de uma aliança. Assim aconteceu em Ex 24. 8 -12, onde os anciãos de Israel "viram a Deus, e comeram e beberam"; assim também foi Última Ceia, quando Jesus anunciou: "Este é o cálice da nova aliança, no meu sangue" (1Co 11.25). Ser hóspede de Deus é muito mais que ser um mero conhecido, convidado para o dia. É conviver com Ele. Há aqui mais uma vez a idéia de peregrinação que terminaria na Casa do Senhor. "E habitarei na casa do Senhor para todo sempre". Literalmente as palavras do rei devem ser traduzidas por "para a duração dos dias" que não é necessariamente uma expressão para a eternidade. Mas a lógica da aliança divina não permite terminação alguma do Seu compromisso com os homens por quem Cristo derramou seu precioso sangue. Somos então levados a olhar pra esse texto crendo que verdadeiramente habitaremos com o Senhor por toda a eternidade.

Meu
s queridos, o Salmo do Pastor deve agir em nossas vidas como um combustível para gratidão ao Senhor que nos amou, nos pastoreia, nos guia e prepara-nos para comunhão eterna e perfeita com ELE mesmo. Ler essa poesia conforta os corações entristecidos, traz refrigério aos cansados e enche de esperanças aqueles que verdadeiramente amam o PASTOR.
Que ao meditar nessa pela poesia você possa encher-se de um novo ânimo pela firme convicção de que O Senhor é seu Pastor, dEle você não terá falta!

Deus nos cuide!

Um abraço carinhoso,

Pr. Caco


Fonte: Postado originalmente no Ortopraxia, o blog do Pr. Caco.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Amparados pelo SENHOR



O Senhor é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador; o meu Deus, a minha fortaleza, em quem confio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refúgio.

(Salmo 18.2 - ACRF)

Graça e paz sejam multiplicadas a você.

Você já deve ter notado que viver buscando agradar a Deus não é fácil. Afinal, precisamos vencer nossos desejos, mortificar o velho homem e suas paixões, entregar a nossa vida a Deus por completo. E ainda assim, por mais que haja em nós o desejo de agradar a Deus, no sentimos fracos e incapazes de fazê-lo.

Mas quero te convidar a enxergar a vida de uma maneira diferente. Você não deve fixar sua visão nos seus defeitos e incapacidades e viver lamentando por eles, como se fossem um mal irremediável do qual nem Deus poderia "dar cabo". Lembre-se disto: você está sujeito a falhas, possui defeitos, é fraco, mas... DEUS ESTÁ COM VOCÊ, e ELE TE AMPARA.

Todos somos pecadores, e essa natureza que partilhamos nos convida a nos afastarmos de Deus para vivermos ao nosso "bel-prazer", como inconsequentes, fazendo de conta que a vida limita-se aos prazeres que experimentamos aqui. Porém, mesmo sendo tão fracos e às vezes tão mesquinhos, não devemos nos entregar à fraqueza. Deus é poderoso para nos fortalecer e nos aperfeiçoar até o dia de Cristo.

Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo;

(Filipenses 1.6 - ACRF)

A cada dia somos aperfeiçoados, damos mais um passo em direção a Deus e somos santificados por Ele. A Graça Salvadora que Ele providenciou é suficientemente poderosa para nos conduzir na presença dEle. E sempre que ocorrerem erros, deslizes, e você se sentir decepcionado consigo mesmo, lembre-se do amor com que Deus amou o mundo — o que inclui você — a ponto de enviar seu filho, Jesus, para nos trazer a redenção. Se Deus fosse desistir de nós por causa das nossas falhas, Ele não teria enviado o Cristo.

Busque aproximar-se de Deus, busque forças nEle e declare:

Deus é o que me cinge de força e aperfeiçoa o meu caminho.

(Salmo 18.32 - ACRF)

Deus é aquele que nos ampara e nos suporta; é o que não nos deixa, mesmo quando nos sentimos indignos dEle. E de fato não O merecemos, mas Ele nos amou primeiro, e é por este amor que vivemos e somos conduzidos, até que as fraquezas deixem de existir e sejamos completos nEle.

Um forte abraço.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

TEMOS PASTOR - 2ª PARTE



Bem pessoal,

No sábado passado comecei falar sobre o pastoreio do Senhor; o vimos como PROVIDENTE. Vamos continuar?
Vejamos mais uma faceta do Senhor, nosso Pastor.


2. Ele é Guia (3b – 4) - Em segundo lugar, o Senhor é o Guia e nós somos os viajantes. Há uma caminhada, há uma estrada a percorrer, mas não sabemos o caminho, não chegaremos ao fim, a menos que sejamos guiados. E temos um Guia, o Senhor; Ele é quem se põe a nossa frente, nos direcionando na caminhada. O texto diz: Guia-me pelas veredas da justiça. Aqui mais uma vez vemos a confiança do salmista de que estava sendo guiado por Jehovah. Há no coração desse servo a mais pura convicção da direção de Deus em sua vida.
Imediatamente após falar sobre a direção do Senhor, Davi, como se quisesse tirar de si qualquer merecimento, brada: Por amor do seu nome! Em Ezequiel 36.22: "Dize, portanto, à casa de Israel: Assim diz o Senhor Deus: Não é por amor de vós que eu faço isto, ó casa de Israel, mas pelo meu santo nome, que profanastes entre as nações para onde fostes".
Que bela declaração de amor feita pelo Senhor ao Seu Santo Nome. Deus ama a si mesmo de forma infinita e inexplicável e por amor a Si, ele nos guia. Não o faz por merecimento nosso e sim para sua própria glória.
Conduzir-nos pelas veredas de justiça, antes de tudo, alegra o coração do Senhor, pois Ele o faz para seu próprio prazer. Amados, o verso quatro traz a tona uma outra verdade que se lida isoladamente nos será desagradável, mas quando compreendida em sua totalidade reforçará a certeza que o Senhor nos guia. Ainda que eu ande no vale da sombra da morte... Por acaso Davi está dizendo que poderemos passar por aflições imensas? Sofrimentos de morte? Sim, ele está. Mas como? Somos guiados pelo Senhor! Somos seus peregrinos! Por que isso acontece? Eis, a resposta, mais uma vez nas palavras do reformador João Calvino: "Os verdadeiros crentes, ainda que habitem seguros sob a proteção de Deus, estão, não obstante, expostos a muitos perigos, ou melhor, são passíveis de todo gênero de aflições que sobrevêm à humanidade em comum, para que eles possam melhor sentir o quanto necessitam da proteção divina". É interessante perceber que Davi ao supor que pode vir a passar por sofrimentos, diz ter certeza da presença do Senhor, do seu Pastor e Guia. Há pois uma certeza presente no coração desse servo: Tu estás comigo! É como se ele falasse: Olha, se na minha caminhada eu tiver que passar por um vale da morte (CERTAMENTE PASSAREMOS POR ISSO), por adversidades tremendas, por aflições atemorizadoras, não terei medo; estou sendo guiado pelo Senhor, O Supremo Pastor, o meu Deus. Aqui mais uma vez é exaltada a providência divina e reafirmada a confiança do rei no Senhor. O Deus de Israel garante ao viajante sua chegada ao fim. Não há como ser guiado por Ele e se perder em meio ao vale da morte, não há como ser devorado pelo caminho. como diz a canção: "ainda que vier nuvem traiçoeira, se a cruz pesada for, Cristo estará contigo...!!".
No restante do verso, o salmista diz de que forma o seu Guia o mantém em segurança. Davi faz uso de outras figuras sobre o pastor; ele diz que o bordão e o cajado do Senhor o consolam. Assim é nos dito que enquanto estiver exposto a algum perigo, contará com suficiente defesa e proteção, estando sob o cuidado pastoral de Deus. O bordão servia para combater animais ferozes e o cajado para dirigir o rebanho. Por diversas vezes, como ovelhas rebeldes que somos, pensamos em "fugir" da direção do Pastor, em seguir o nosso próprio caminho, pois há caminhos que aos nossos olhos são bons, mas Ele, o nosso Guia, arrasta-nos, puxando-nos irresistivelmente e nos guarda debaixo de sua poderosa mão.
Não há como negar que em algum momento o crente fiel se sente amedrontado em meio aos perigos da vida. Davi certamente os experimentou, mas havia em seu coração a certeza da proteção e direção divinas. O grande rei, era um pequeno servo confiante da direção do Deus de sua vida.
Que o nosso Pastor continue direcionando sua vida, preparando-lhe para o grande dia!!

Deus nos cuide!

Um abraço,

Pr. Caco


Fonte: Postado originalmente no Ortopraxia, o blog do Pr. Caco.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

TEMOS PASTOR - 1ª PARTE



Em um tempo em que a idéia de pastorado tem sido perdida é preciso olhar para a Escritura e contemplar o pastoreio do Senhor. Olhe com carinho para o belo Salmo 23. 

De forma bastante simples e devocional, tentarei trazer algumas verdades acerca da forma como Deus nos pastoreia. 

1. Ele é Providente (1 - 3a) - Nas muitas vezes que falamos do Senhor, sempre usamos figuras que representem seu poder. Isso se dá de forma muito notória no próprio livro dos Salmos, onde predominam figuras como "rei", "libertador" ou até outras mais impessoais como "rocha" e "escudo". Mas aqui o Salmista, que provavelmente estava vivendo um dos mais felizes momentos de sua vida, faz-nos parar e perceber uma outra figura de extrema importância a respeito do nosso Deus: Ele é o Pastor.

Quando contemplamos o nosso Deus como Davi o fez, e traçamos um comparativo do cuidado que um pastor de ovelhas tem com sua possessão, percebemos então a grandeza dessa afirmação simples porém complexa do salmista maravilhado pelo seu Deus. Para o israelita o pastor não só orientava e tomava providências em favor do rebanho, mas também disciplinava e julgava. Por isso a idéia de pastor veio a ilustrar, quase que sempre, no Antigo Testamento e depois no Novo, a função do rei. Textos como Jr 23.3,4 e Lc15.3 -7 ilustram essa verdade. O Senhor é o pastor providente com sua possessão. Davi diz que de nada sentirá falta ou dEle não terei falta. Não está o rei falando necessariamente de bens materiais, se bem que o Senhor também nos supre com eles, mas aqui o salmista volta-se para o sustento, para a provisão espiritual que o Pastor proporciona às suas ovelhas.

Amados, no segundo verso, logo em seguida a sua afirmação inicial o rei querendo ainda mais acrescer elementos de confiança, revela outros dois traços da ação pastoral de Deus: Ele me faz repousar em pastos verdejantes... Leva-me para junto das águas de descanso. Em meio a uma região quente como a Judéia, os pastores sempre buscavam lugares calmos nos quais as ovelhas pudessem descansar, bem como águas tranquilas, pois era inconveniente para o rebanho beber água em fortes correntes. No terceiro verso, parte inicial, há mais uma bela verdade sobre o pastoreio de Jehovah. Em seu livro Teologia da Alegria, John Piper ao comentar esse trecho nos diz o seguinte: "... Isso significa que Davi teve dias ruins. Houve dias em que sua alma precisou ser reanimada. A vida do servo de Deus é um normal processo repetitivo de restauração e renovação".

O Senhor nosso Pastor não mudou ao longo dos anos, continua sendo um zeloso cuidador do seu povo. Precisamos confiar nEle como nosso Sustentador. Ainda hoje Deus que continuar cuidando de todos aqueles por quem o seu Filho Amado morreu na cruz.

Que o Supremo Pastor cuide de nós!

Um abraço carinhoso,

Pr. Caco 


Fonte: Postado originalmente no Ortopraxia, o blog do Pr. Caco.

sábado, 14 de novembro de 2009

Vivendo plenamente



Vivendo plenamente

… eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente.

(João 10.10b - NVI)

 

Graça e paz sejam com você.

Vivemos: acordamos todos os dias, nos alimentamos, nos ocupamos das atividades rotineiras, nos divertimos, nos deitamos e dormimos novamente. Todos nós partilhamos de um bem comum, a vida. Mas será que usufruímos do completo direito de viver? Será que damos a cada momento a devida importância? Será que a vida que está em nós é completa em seu sentido? Será que não vivemos parcialmente e estamos parcialmente mortos?

Viver é muito mais do que respirar, correr andar e fazer outras coisas que comumente fazemos. A vida abarca muito mais que isso, coisas que por diversas vezes nos passam pelos sentidos, são esquecidas, deixadas de lado, tidas como irrelevantes. Nós temos, a cada dia, a oportunidade experimentarmos uma vida plena, basta que prestemos mais atenção. As oportunidades surgem e se vão rapidamente, aproveitá-las é viver, e a nossa vida só será completa se a aproveitarmos da melhor maneira possível.

Um dos questionamentos mais antigos, e que para muitos permanece sem resposta, é “Qual é o sentido da vida?”. Se você quiser refletir um pouco sobre isto, podemos partilhar uma visão que não somente esclarece as dúvidas sobre o sentido da vida, como também oportuniza o viver pleno. Guarde esta frase: “vivemos em Deus, por Deus e para Deus”. Viver plenamente é ter consciência de que Deus existe e que toda a vida provém dEle e converge para Ele: “Ele é o princípio e o fim” (guarde isto também).

Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.

(1 João 4.8 - NVI)

A declaração acima te fará entender melhor o sentido da vida. Basta voltarmos àquelas duas afirmações que guardamos, e reproduzí-las evidenciando a natureza de Deus. Daí teremos: “vivemos em amor, por amor e para o amor” e “O amor é o princípio e o fim. A vida só tem sentido quando é desfrutada em sua plenitude, viver plenamente é viver em comunhão com Deus, isto é, vivenciar o amor, a caridade.

Toda a lei se resume em dois mandamentos: amar a Deus (acima de todas as coisas) e ao próximo (a ponto de dar a nossa vida por ele), confira em Mateus 22.37-40; isto porque o amor é o sentido da vida e, se quisermos viver plenamente, devemos expressar o amor (a Deus e ao próximo) em cada uma de nossas ações.

Que Deus abençoe a sua vida, e que você possa viver plenamente. Viva o amor.

Que a graça, a paz e o amor permaneçam em você.

Um forte abraço.



P.S.: Desculpem-me pelo tempo que passamos sem atualizações, mas agora pretendemos voltar a publicar com frequência. Continuem orando pelos nossos autores.

Que Deus em Cristo abençoe a todos vocês. Amém.


sábado, 3 de outubro de 2009

O que é essencial?



Graça e paz sejam com você.

Após um considerável e, infelizmente, inevitável intervalo sem atualizações, estamos aqui novamente. Que o Senhor esteja nos abençoando com a Palavra d'Ele. Amém.

Vamos à reflexão...


Isaías 55

2 Por que gastar dinheiro 
         naquilo que não é pão, 
   e o seu trabalho árduo 
         naquilo que não satisfaz? 
   Escutem, escutem-me, 
         e comam o que é bom, 
   e a alma de vocês se deliciará 
         com a mais fina refeição.

Nota: Bíblia Sagrada, Nova Versão Internacional - NVI


O que é essencial?

Na vida espiritual, como em todas as áreas de nossa existência, existem coisas essenciais e coisas acessórias, e ainda, coisas supérfluas. O essencial é aquilo que carece de nossa atenção imediata, constitui-se de nossas necessidades prementes, itens que tomam o topo da nossa hierarquia de coisas necessárias. Será que damos, diariamente, a devida atenção ao que é prioridade em relação ao Reino de Deus? Ou será que nos ocupamos com coisas acessórias ou supérfluas?

Assim como não devemos gastar o nosso salário, o pagamento do nosso esforço, com  “aquilo que não é pão” (ou seja, o que não atende às nossas primeiras necessidades) também não devemos gastar as nossas vidas com aquilo que está fora das prioridades no Reino de Deus. E dizendo isto não quero trazer a vocês a idéia de que devemos largar emprego, estudos e tudo o mais para vivermos como monges — em reclusão — ou como eremitas — longe de tudo e de todos — , não mesmo.

As nossas necessidades espirituais podem ser supridas ao mesmo tempo em que providenciamos o que o nosso corpo necessita. Só devemos nos preocupar em entender o que é essencial, e para isso temos a Palavra de Deus à nossa disposição; pois Ele mesmo disse: “Escutem, escutem-me, e comam o que é bom, e a alma de vocês se deliciará com a mais fina refeição”.

Daí podemos entender que necessitamos da Palavra diariamente; ela é o nosso alimento, o que nos mantém espiritualmente saudáveis. E eu não estou falando de tratar a Palavra de Deus como um passatempo, um jornal ou algo que lemos quando não temos mais o que fazer, ou quando nos achamos em apuros; não! Devemos tomar a Palavra dia após dia e, com fé, buscar nela a direção para nossas vidas; por amor a Deus, devemos procurar andar em conformidade com a Sua Palavra, e aprender a viver como Jesus viveu: fazendo a vontade do Pai.

As coisas que são essenciais a nossa vida espiritual estão disponíveis para nós a todo instante, basta que procuremos por elas. Eu não trouxe a você tudo o que é de primeira necessidade; mas quero que você entenda que através da Palavra, item essencial que citei, é que podemos descobrir as outras coisas essenciais. Em todo caso, é válido dizer que, tudo o que há de necessário à nossa vida espiritual deve conter estes dois ingredientes: fé e amor.

Que Deus continue abençoando você.

Um forte abraço.


terça-feira, 22 de setembro de 2009

O verdadeiro atalaia ou sentinela



2 Crônicas 16.9a

9 Pois os olhos do Senhor estão atentos sobre toda a terra para fortalecer aqueles que lhe dedicam totalmente o coração…

Nota: Bíblia Sagrada, Nova Versão Internacional - NVI

O que é um verdadeiro atalaia? Ou o que é um sentinela? No passado, atalaia era um soldado que ficava na torre mais alta e avisava ao povo, quando da chegada do exército inimigo, para que aquele pudesse se preparar para a guerra que estava por vir.

Deus procura encontrar na terra aqueles que têm um coração totalmente dele, para que possa usá-los.

Ezequiel 33

7 “Filho do homem, eu fiz de você uma sentinela para a nação de Israel; por isso, ouça a minha palavra e advirta-os em meu nome.

…”

Marcos 16

15 E disse-lhes: “Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas.

16 Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado.

…”

Nota: Bíblia Sagrada, Nova Versão Internacional - NVI

Deus conta com aqueles que são salvos para poder salvar. Espiritualmente falando, o atalaia de Deus é aquele que anuncia as boas-novas aos desalentados, perdidos e sofredores deste mundo; e que avisa, tanto aos perversos quanto aos justos, para andarem no caminho do Senhor, atentos ao Seu chamado de pregar o evangelho, como o Senhor Jesus ordenou.

Mas somente os verdadeiros atalaias irão anunciar a verdade. Eles não se preocuparão com o que os outros irão pensar dele, mas somente em agradar ao seu Senhor e, assim, ser um verdadeiro instrumento, um vaso de ouro para a glória dEle.

João 3

16 Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.

Nota: Bíblia Sagrada, Nova Versão Internacional - NVI

Aquele ouvinte perverso (nas palavras bíblicas) que ouvir o anúncio para se arrepender, e se converter e se der por avisado salvará a sua alma, mas o que não se der por avisado, e continuar em seu pecado, morrerá. O mesmo acontece ao justo que pecar e não der ouvidos ao aviso do verdadeiro atalaia, morrerá em sua perversidade; pois “Nenhum dos seus atos justos será lembrado! Por causa da infidelidade de que é culpado e por causa dos pecados que cometeu, ele morrerá” (Ezequiel 18.24b - NVI), diz o Senhor; o que importa é a real condição na qual cada um estiver diante de Deus no dia em que se encontrarem com Ele.

Deus não se alegra na morte de ninguém, pois o que Ele deseja é que todos se convertam e vivam a vida eterna que o Senhor Jesus prometeu. Quanto àqueles que derem ouvidos à Palavra de Deus, seus pecados será lançados no mar do esquecimento, como o Senhor promete na Sua Palavra, e Ele não fará juízo desses.

Ezequiel 33

18 Se um justo se afastar de sua justiça e fizer o mal, morrerá.

19 E, se um ímpio se desviar de sua maldade e fizer o que é justo e certo, viverá por assim proceder.

20 Mas eu julgarei cada um de acordo com os seus próprios caminhos.

Nota: Bíblia Sagrada, Nova Versão Internacional - NVI

O dever do verdadeiro atalaia ou sentinela é avisar, sem se preocupar com o que vão pensar dele ou, em agradar a alguém; mas se ele não avisar, sofrerá as consequências das mortes de cada um daqueles que ele estava por avisar. Embora os perversos morram em sua perversidade, o seu dever é avisar o quanto antes a esses, para que se convertam.

Que possamos estar atentos ao propósito do Senhor para que sua obra não passe por nós despercebidos e sejamos contados com os desobedientes. Deixo para melhor entendimento a recomendação da leitura de todo o capítulo 33, para crescimento espiritual e temor da igreja de Cristo. Amém.

Que o temor do Senhor esteja sobre nós.

A paz a todos, Deus lhes abençoe.



Imagem: Atalaia do Baldio de Arronches, upload original por Emílio Moitas, Arronches/Portugal. Disponível em: www.portuguesesnomundo.com.


quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Sendo um verdadeiro discípulo



João 8

31 Disse Jesus aos judeus que haviam crido nele: “Se vocês permanecerem firmes na minha palavra, verdadeiramente serão meus discípulos. 
32 E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará”.

Nota: Bíblia Sagrada, Nova Versão Internacional - NVI

Graça e paz sejam multiplicadas a você.

Não é pequena a multidão dos que alegam ser discípulos de Cristo, mas não é uma simples afirmação que nos torna discípulos de fato, e sim o nosso proceder, o nosso comportamento. Dizer “eu sou cristão” não é o mesmo que exercitar a fé e o amor.

Nem mesmo vestir-se de determinada maneira, observar certas datas, comemorar o Natal e a Páscoa, ser batizado, tomar parte na ceia do Senhor (ou santa ceia ou comunhão ou eucaristia ou refeição noturna, como queiram chamar), falar o nome de Deus em 5 de cada 10 frases dentre outras coisas, nada disso fará de alguém um verdadeiro discípulo de Jesus; pois ao discípulo cabe somente seguir os ensinamentos do seu mestre, neste caso, Jesus Cristo.

O verdadeiro discípulo não somente crê nos ensinamentos do mestre como também coloca-os em prática. É neste ponto, o ato de viver o evangelho, que reside o selo do discipulado. A base do evangelho é fé e amor: a fé que nos leva a crer em Jesus, o Unigênito de Deus, o Cristo que veio nos salvar; e o amor, em cujo exercício reside a porção prática da mensagem evangélica. Se não houver esses dois, o discipulado é inválido, não é autêntico.

Jesus disse que se alguém permacesse firme nas palavras dele, este tal seria verdadeiramente um dos seus discípulos, e tomaria conhecimento da verdade e por ela seria liberto. Permanecer firme é justamente seguir sem desviar-se, é viver no constante exercício da fé e do amor (essência do evangelho) sem jamais desfalecer. É certo que enfrentaremos dificuldades e provações durante toda a nossa vida, mas pela fé temos certeza de que tudo podemos superar, e pelo amor de Deus suportamos todas as coisas. Superando (na fé) ou suportando (no amor), estamos em Cristo, permanecemos nas suas palavras e somos confirmados como seus discípulos.

O verdadeiro discípulo vive o evangelho de Cristo.

Um forte abraço.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

O Caminho Do Amor



Depois de alguns dias sem escrever nenhuma "carta" resolvi "conversar" novamente. Hoje dirijo minhas palavras aos cristãos de modo geral, principalmente aqueles que começam agora a trilhar os caminhos sob a direção do Pastor de Israel. Todos serão representados pelo Léo, um jovem amigo que tem aprendido mais acerca da vida com Deus. Vamos lá...

Fala Léo,
Como você tá meu mano? E aí? Como anda a vida? Diz como tem sido essa fase de sua vida, onde todas as coisas surgem como novidades? Sei quem você tem passado a vivenciar coisas diferentes, e que tudo pode parecer bem confuso no começo, mas saiba que o Pastor cuidará de sua vida em todos os momentos e não deixará que você se perca, que saia das boas mãos dEle.
Meu amigo, quero compartilhar com você hoje acerca dalgumas verdades sobre o imenso amor com que Deus nos amou. Mais precisamente gostaria que você parasse um pouco nessa sua vida agitada, sentasse num cantinho, seja ele qual for e se debruçasse por alguns instantes diante da Palavra de Deus e contemplasse o que chamo de "Caminho do Amor". Quero que leia alguns textos da Escritura Sagrada e adore ao Senhor que lhe amou e que deu seu Filho único para que você tivesse convicção de vida eterna (João 3.16).
A Bíblia nos ensina que com o pecado de Adão todos os seus descendentes nasceram em pecado, consequentemente em condenação, em morte eterna (Gênesis 3). Uma imediata consequência do pecado foi a perda da comunhão com Deus. A relação de amizade entre Deus e a humanidade deu lugar a inimizade. Perdemos o direito de filhosperdemos a intimidade com Deus!
Sabe Léo, estávamos perdidos, sem a menor possibilidade de nos achegar ao trono da graça. Não poderíamos em hipótese alguma atingir o padrão de santidade exigido pelo Senhor, porque nossas obras são manchadas pelo pecado. Mas em Genesis 3.15 o Senhor já demonstrou de sua graça ao prometer que o "descendente" da mulher esmagaria a cabeça da serpente (que a Bíblia vai nos informar mais tarde ser o próprio Diabo – Apocalipse 12.9).
Olhe comigo para a Bíblia e veja algumas paisagens no Caminho do Amor:
1. O AMOR DEMONSTRADO NA ENCARNAÇÃO DO DEUS FILHO – Lendo o Evangelho de João, vemos que Deus cumpriu essa promessa. O Verbo de Deus, o Deus filho fez-se carne, habitou entre nós e deu-nos o privilégio de sermos filhos de Deus (João 1.1-14). O apóstolo Paulo diz que em Cristo nós fomos adotados (Efésios 1). Sabe alguém pode dizer que se Jesus era Deus não foi difícil habitar entre nós. Mas esse pensamento desconsidera totalmente o fato de que ao habitar entre nós Cristo humilhou-se, vivenciou em sua própria carne todas as mazelas da pecaminosidade humana. Ele suportou aqui as consequências de pecados que jamais, em tempo algum cometeu. Por que? Por amor!
Meu querido, contemple a maravilhosa paisagem desse amor "Emanuel – Deus conosco". Ele chorou as nossas dores, lamentou nossa incredulidade, amou-nos com um amor incondicional, imutável. Tanto nos amou que veio humilhar-se em nosso lugar.
2. O AMOR DEMONSTARDO NA MORTE DO CORDEIRO DE DEUS – João Batista diz que Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Cristo deu-se na cruz voluntariamente para retirar de sobre nós o escrito da dívida; dívida essa que jamais, por mais retos que tentássemos ser, poderíamos pagar. Jesus Cristo sofreu na cruz do Calvário a justa ira do Pai contra os meus e os seus pecados. Ele se intitula "O BOM PASTOR" (João 10), e sendo o que é, deu a vida por você.
Feche os olhos meu mano e contemple por alguns instantes a paisagem do Deus todo Poderoso (ELE EM NENHUM MOMENTO DEIXOU DE SER DEUS), caminhando exausto, abatido, chicoteado, humilhado, atribulado, suportando as dores que o Pai fez cair sobre Ele por amor a você. Trilhe os caminhos das ruas acidentadas de Jerusalém e contemple seu Deus caminhando como ovelha muda para o matadouro e consiga, meu mano, não chorar diante de tão grande prova de um amor imensurável, inesgotável e completamente imutável.
Ele tanto lhe amou que morreu para que você tivesse vida, que suportou na cruz as dores do inferno para que, pelo castigo dEle houvesse paz para nós, para que pelas suas pisaduras pudéssemos ser sarados (Isaías 53) e para nos desarraigar desse mundo perverso nos transportando para o reino da Luz (Gálatas 1).
3. O AMOR DEMONSTARDO NA SEGURANÇA QUE ELE NOS PROPORCIONA – Você já leu Romanos 8? Não? Pare por um instante e leia atentamente esse texto. Ande devagar e colha algumas pérolas lançadas para nosso deleite. Os versos 28 a 39 fazem com que contemplemos a pérola da maravilhosa segurança que Ele nos confere.
Quem pode nos separar do amor de Deus? Quem pode agora, depois que o Cordeiro habitou entre nós e deu-se na cruz, nos acusar, nos condenar? NINGUÉM! Deus é quem nos justifica! Glória a Deus!!
Léo, em momento algum na sua caminhada cristã deixe de colher nesse texto a preciosa jóia da segurança. Nós não somos cristãos porque somos retos, bonzinhos, merecedores do amor de Deus (DEFINITIVAMENTE NÃO MERECEMOS NADA DE DEUS! NADA!!); nossa certeza que não seremos batidos não está baseada em virtudes inatas ou adquiridas aos longo de nosso caminho de vida. A fortaleza está no amor de Deus que não nos permite perdermos-nos de suas maravilhosas mãos graciosas.
Esteja certo que nada pode lhe separar do amor que está em Jesus Cristo nosso Senhor!
4. O AMOR DEMONS
TRADO NA ESPERANÇA DE SUA VOLTA – Meu irmão Léo, olhe o quadro perfeito que nos faz viver em intensidade de alegria a caminhada cristã. Contemple a esperança que Ele nos dá. Ele voltará (Atos 1.6-11). A Escritura nos garante em diversos textos que o Cordeiro que se deu na cruz voltará cheio de glória e nós habitaremos com Ele para todo sempre (Apocalipse 5; 21,22).
O apóstolo Paulo diz que essa esperança é motivo de consolo para todos aqueles que um dia se dobraram diante de Cristo e o reconheceram como Senhor de suas vidas (1Tessalonicenses 4.13-18). Viva essa certeza meu querido amigo. Tenha plena convicção que um dia um BOM PASTOR voltará e que você ouvirá dele: "Venha a mim bendito do meu Pai!!".
Meu sincero desejo para sua vida meu amigo é que em todos os instantes os seus caminhos sejam trilhados com os olhos fitos naquele que nos amou tanto que habitou entre nós, morreu por nós, nos dá segurança e esperança.
Que você possa em cada dia andar pelo CAMINHO DO AMOR!



Grande Abraço,
Pr. Caco
Nota: texto orginal no Ortopraxia, o blog do Pastor Caco.

domingo, 6 de setembro de 2009

Sacrifícios que agradam a Deus



Hebreus 13

16 Não se esqueçam de fazer o bem e de repartir com os outros o que vocês têm, pois de tais sacrifícios Deus se agrada.

Nota: Bíblia Sagrada, Nova Versão Internacional - NVI



Graça e paz sejam multiplicadas a todos vocês.

Os sacrifícios da Antiga Aliança visavam simplesmente representar o sacrifício do Cristo. Eram simples sombras do ato máximo do Ungido de Deus, que se ofereceu de uma vez por todas, em nosso favor e em nosso lugar, para que pudéssemos ter uma vida plena de paz e comunhão com Deus.

Não era a ação de sacrificar os animais à Deus que tinha alguma valia, mas a fé da pessoa, que os oferecia na intenção de dizer: "creio que o Senhor providenciou a total remissão dos meus pecados". Os sacrifícios simbolizavam a redenção, oferecê-los significava expressar o reconhecimento da própria culpa e a fé na redenção futura, ou seja, sem arrependimento e sem fé, eles eram vazios. Mas Jesus veio e consumou a obra da salvação, e aqueles sacrifícios não mais são necessários; só precisamos crer e aceitar a salvação manifesta no Cristo.

Muitos homens tentaram trazer de volta a prática dos sacrifícios simbólicos, desprezando o perfeito e real sacrifício do Cristo. Hoje, diversos grupos religiosos tentam se relacionar com Deus através da entrega de algo; como se Deus cobrasse algum valor para nos dar atenção. Não! Não devemos pensar assim, não do Deus Vivo. Pois Ele fez uma doação, Seu único Filho, e providenciou um sacrifício de substituição — a cruz era nossa —  que nos deu acesso à mais maravilhosa riqueza que se pode possuir: uma vida eterna em comunhão com o Pai.

Mas se você deseja oferecer sacrifícios, pense naquilo que é sua obrigação como ser humano: fazer o bem. O verso que tomamos para refletir deixa claro que Deus se agrada quando praticamos boas ações (mas só as que têm como princípio ativo a caridade, e não a ganância ou autopromoção) e, especialmente, quando somos altruístas (sendo capazes de repartir sem esperar retorno). Estes sacrifícios são agradáveis a Deus, pois abatem o ego e entronizam o amor (Deus é amor) em nossos corações.

Filipenses 2.5-7

Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvasiou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens.

Nota: Bíblia Sagrada - NVI

Quando o nosso ego (a nossa natureza egoísta e egocêntrica) é destronado e, pela fé, nos entregamos a Deus para vivenciarmos a caridade, nos tornamos participantes da cruz do Cristo, pois o nosso velho homem é crucificado com ele, e da sua ressurreição, pois passamos a viver em novidade de vida (Gálatas 2.20; Colossenses 3.5-14). Proceder corretamente, agir com amor, fazer o bem, ser atruísta e não deixar que nosso ego pise sobre a caridade: Eis os sacrifícios que podemos oferecer diariamente, tendo certeza de que Deus se agradará dos mesmos.

Que Deus continue abençoado vocês.

Um forte abraço

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Nada Lhe Faltará VII



“Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.”

1 Pedro 5.7 (Bíblia Sagrada - ACRF)


Quadro: Angústia

Ansiedade: Um mal presente na vida de qualquer ser humano que anda por esta terra. Algo que nem mesmo os mais comedidos conseguem evitar que se instale dentro de suas mentes e corações. Todos têm ansiedades na vida, alguns mais, outros menos; mas todos têm. Seja pela promoção no emprego, seja pela prova na faculdade, seja pelo romance que se projeta, todos possuem algo que gera esse sentimento de que algo está faltando e precisa chegar logo.

Mas como controlar esse sentimento, para que ele não nos consuma com sua força e nos faça perder o senso de direção na nossa vida? Para qualquer ser humano é uma tarefa quase impossível. Todos tendem a se preocupar com as coisas que estão por vir e com aquilo que se espera chegar; mas o apóstolo Pedro nos dá uma lição preciosa nessa passagem: lançar sobre Deus as nossas ansiedades, pois Ele tem cuidado de nós.

Se você parar pra pensar, meu caro leitor, Deus se preocupa tanto com os detalhes referentes à sua vida, que não deixaria passar nada que pudesse ser importante. Enquanto nos preocupamos com as coisas que queremos que aconteçam, nos esquecemos que Deus já está cuidando de tudo para que nossa vida seja plena em tudo aquilo que realmente precisamos, aquilo que realmente é bom pra nós. Portanto, atente para o que disse Pedro, e não deixe a ansiedade lhe tirar o controle. Lance ela sobre Cristo, pois Ele cuida dos mínimos detalhes da sua vida, para não deixar nada lhe faltar.

Que Deus abençoe a todos.


sábado, 22 de agosto de 2009

Preparado para uma Visita.



Mateus 24.36

“Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai“.

Bíblia Sagrada - ACRF

Imagem: Jesus batendo na porta

É fácil deixar uma casa bem arrumada quando se está esperando visita. Todo mundo quer causar uma boa impressão em alguém que se espera, e as pessoas procuram fazer o melhor possível no trato de suas casas. Mas uma visita inesperada também pode se tornar um pesadelo na vida de uma pessoa menos organizada. Muitas vezes o que se encontra é o retrato da personalidade de uma pessoa; coisas espalhadas, sujeira e bagunça traduzem bem o que uma pessoa traz dentro de si na personalidade.

Do mesmo jeito é na vida Espiritual. Se as pessoas soubessem exatamente a data do retorno de Cristo, todo mundo ia se preparar, fazer o possível para causar uma boa impressão da sua alma, mostrar o melhor de si. Mas isso não é o que acontece na maioria dos casos. As pessoas levam suas vidas da forma mais descuidada possível, desprezando valores e negando aquilo que Cristo nos deixou. E a alma dessas pessoas reflete exatamente toda essa desorganização que é a vida delas.

O que falta perceber é que uma visita surpresa do Criador pode acontecer a qualquer momento e o que será que Ele vai encontrar quando voltar? Uma casa bem arrumada ou uma bagunça completa? Nesse caso, a desorganização pode custar muito mais do que uma boa impressão, pode custar a vida eterna ao lado de Cristo.

É preciso estar preparado; pois, como Ele mesmo disse, nem os anjos sabem quando será Sua volta, e o que será que Ele vai encontrar na sua casa, meu caro leitor? Será que está tudo dentro dos conformes, tudo organizado, ou será que sua casa precisa de uma arrumada? Pense nisso, pois Cristo tem muito a te dar e quer um real compromisso com aquele que O serve. Não deixe isso pra amanhã; pode realmente ser tarde demais.

Que Deus abençoe a todos.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Estou contigo e não abro



Hebreus 13

 5 Conservem-se livres do amor ao dinheiro e contentem-se com o que vocês têm, porque Deus mesmo disse:

  “Nunca o deixarei, 
 nunca o abandonarei”a.

 6 Podemos, pois, dizer com confiança:

  “O Senhor é o meu ajudador, 
      não temerei. 
 O que me podem fazer 
      os homens?”b

Nota: Bíblia Sagrada - NVI (Ed. 2001).
a13.5 Deuteronômio 31.6,8; Josué 1.5  b13.6 Salmos 118.6

Que a graça e a paz do Senhor Jesus sejam abundantes em sua vida.

Umas das coisas mais valiosas que temos na vida é a amizade. Amigos são realmente maravilhosos (digo isto porque, graças a Deus, tenho cultivado amizades que me fazem muito bem). Nossos amigos sempre querem nos ver bem, pra cima, livres de problemas. Eles procuram nos ajudar, quando sentimos o peso das preocupações; eles nos ouvem, nos cedem um ombro para choramos, nos fazem rir, cuidam de nós. Há amigos pelos quais daríamos a vida, e eles fariam o mesmo por nós.

Quando estamos em uma situação que não nos favorece, sempre há um amigo pra dizer: “Estou contigo e não abro”. Mas isso só ocorrerá se nós mantivermos essa amizade; pois se nos afastamos dos nossos amigos, deliberadamente, como é que eles vão nos ajudar?

(me pergunte o que isso tem a ver com o trecho da carta aos Hebreus...)

Nós temos um amigo muito amoroso (apesar de muitos pensarem nEle como um carrasco, um juiz sem nenhuma piedade), que se preocupa conosco e que é capaz de nos dizer: “Nunca o deixarei, nunca o abandonarei” (ou seja, “estou contigo e não abro”)... Este amigo é Deus.

Mas às vezes nós deixamos o nosso grande amigo de lado, fingimos que Ele nem existe, confiamos nos nossos bens (como se fossem o que temos de mais precioso), buscamos satisfação em coisas que entristecem o nosso amigão, e, quando estamos bem longe dEle, somos tão cínicos a ponto de cobrar atenção, como se Ele tivesse se afastado de nós... quando na verdade Ele — que foi desprezado — ainda está lá, esperando que voltemos para Ele (Tiago 4.8).

Diariamente somos tentados, somos convidados a romper com nosso maior e melhor amigo, e é nessas horas que Ele espera ouvir de nós, simplesmente: “Estou contigo e não abro”. E Ele, que nunca nos desampara, não poderia esperar menos, não é?

Diga a Deus o quanto você aprecia a amizade dEle (se é que você o tem por amigo), e nunca despreze a amizade do Senhor, ela é mais preciosa que todos os bens que podemos ter nesta vida.

Que Deus continue abençoando você.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Partilhando as bênçãos



1 Pedro 2

  9 Não retribuam mal com mal, nem insulto com insulto; ao contrário, bendigam; pois para isso vocês foram chamados, para receberem bênção por herança.


Nota: Bíblia Sagrada - NVI (Ed. 2001).

Luz entrando por um vitral 
Imagem obtida na internet, o link conduz ao contexto original.

Que a graça e a paz do Senhor Jesus sejam com a sua alma.

Não é raro vermos pessoas invocando maldições sobre a vida de outras; alguns “novos apóstolos”, profetas, sacerdotes e autoridades religiosas fazem uso delas como forma de intimidação. É espantoso como as pessoas se acham capazes de amaldiçoar tão eficazmente, mas ignoram a possibilidade de abençoar, o que é, de fato, um ato muito mais elevado.

Aqueles que se achegam a Deus, aqueles que ouvem o chamado ao arrependimento e à conversão, são transformados em abençoadores. Não é que passamos a ser “santos milagreiros”, mas é que podemos e devemos partilhar das bênçãos para as quais fomos chamados, e temos o dever sacerdotal de orar, rogando as bênçãos de Deus sobre todos os homens.

Mas como assim, partilhar as bênçãos? — você pode se perguntar — Partilhar as bênçãos é exatamente dar daquilo que recebemos a quem precisar. Nisto podemos dizer que pregar o Evangelho é partilhar as bênçãos, é abençoar; e interceder por alguém também é abençoar. Sim, mas não somente pregar e interceder, repartir o pão com os famintos também é abençoar; vestir o que está nú também o é; visitar os enfermos, consolar os aflitos etc. Pois abençoar é transmitir as bênçãos que temos em Deus.

28 abençoem os que os amaldiçoam, orem por aqueles que os maltratam.

(Lucas 6 - NVI)

Há um ponto crítico aqui: devemos abençoar mesmo àqueles que nos amaldiçoam, e fazer o bem até mesmo a quem nos faz mal. E alguém vai se justificar com causa e feito, ação e reação etc; mas nós, em Deus, podemos superar o “curso natural” das coisas e trazermos bençãos aos que nos amaldiçoam, ajuda aos que nos desprezam etc. Foi assim que Deus agiu conosco quando estávamos distantes dEle; Ele nos abençoou com a salvação.

Portanto, se você está em Cristo, trate de partilhar as bênçãos com os demais; pois elas estão sobre você, e você foi chamado para comunicá-las a outros.

Que Deus continue abençoando você.

Um forte abraço.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Ter Certeza e Vivê-la!



Na última semana enderecei a carta ao meu filho Luan, hoje pretendo escrever aos meus amigos, em especial àqueles que questionam acerca do comportamento dos “evangélicos”, dos “crentes”, daqueles que muitas vezes se portam como “detentores da graça”. Vou dirigir minhas palavras à Poliana, ela é alguém com quem converso um bocado acerca de fé, Deus, Bíblia, cristianismo… Muitos de vocês tem uma porção de perguntas acerca da equivocada separação que nós “evangélicos” fazemos entre “crentes” e “não crentes”, outros perguntam sobre salvação, Trindade, criação do Universo, Bíblia Sagrada… Essa breve carta não irá de forma alguma responder tudo — até porque isso não é possível tudo —, mas talvez ao falar especificamente sobre uma dessas questões possa aquietar um pouco seus corações e dar-lhes mais motivos para acreditar no cristianismo apesar de muitos cristãos.
E vocês meus amados leitores que se põem como cristãos "evangélicos". Que essas palavras nos façam refletir sobre o que dizemos em nome de Deus e como vivemos a religião que pregamos. Desejo de verdade que as reflexões de hoje tragam inquietação aos seus corações. Vamos lá:
Olá, minha amiga Poliana! Como andam as coisas na mais bela cidade do mundo? Sei muito bem que você vai continuar dizendo que sou um péssimo patoense (ou Patinho, como diz o Vini — um garotinho aqui da nossa Igreja), mas pode acreditar, sinto saudades da minha terrinha. Bem, mas não escrevo para falar sobre Patos, gostaria de discutir um pouco mais sobre cristãos, cristianismo, fé e vida com Deus.
Você e alguns outros amigos já falaram da soberba muito comum aos “evangélicos”. — Ah! Por que todo “crente” tem mania de se dizer salvo? Ninguém pode ter certeza que o é. Bem, essa é uma das frases que escuto. Como lhe disse muitas vezes, o que define minha fé é a Bíblia, ela é Palavra de Deus (creio nisso com toda força da minha alma. Estou tão certo dessa verdade, como tenho convicção de que posso respirar nesse instante). A Escritura é que deve dar respostas aos nossos questionamentos. Então a questão é: É POSSÍVEL TER CERTEZA DE QUE VAI PRA O CÉU? A resposta de forma simples e de acordo com as palavras de Jesus (Leia Lucas 23.39-43; João 11.17-27; João 14.26) é: SIM! É de fato possível crer que Cristo reserva um lugar maravilhoso para todos aqueles que se dobrarem diante dEle, reconhecendo-O como único e suficiente Salvador e SENHOR de suas vidas (Leia também Efésio 2.1-10 e Romanos 6 e 8).
O grande problema não é dizer que tem certeza de que viverá na eternidade com Cristo, é andar aqui, nesse mundo corrompido, apodrecido e degradado moralmente, como um verdadeiro cidadão dos céus. O péssimo não é anunciar que é salvo; a grande mazela reside no fato de que é fundamental ser praticante e não meramente ouvinte ou propagador do evangelho (Leia Salmo 15; 2Co 5.17-21; Tiago 1.19-27 e 2.14-26). E muitas vezes os cristãos temos falhado nisso. É fácil dizer que Jesus é nosso Salvador. Nosso desafio é tê-Lo como SENHOR de nossas ações, pensamentos, desejos, palavras, enfim de nossa vida (1Coríntios 10.31, Romanos 12.1-2).
Gratidão Humilde. Esse deve ser o principal resultado de ter uma experiência de perdão com Cristo. Deixe-me explicar de forma bem objetiva. Entendo que sou pecador (Leia Romanos 3.10-23), que desagrado ao Deus que é Santo (Isaías 6.1-6) e que Ele tem um padrão de julgamento de acordo com Sua pureza. Sendo eu pecador, jamais conseguirei atingir os patamares divinos, porque tenho em mim uma natureza pecaminosa, e sempre pecarei (Veja Romanos 7.21-25). Então minha amiga, temos um enorme problema: ESTOU CONDENADO AO INFERNO. Mas Cristo veio, habitou entre nós, cheio de graça e de verdade e por meio da sua morte expiatória deu-me o privilégio de ser perdoado de todos os meus pecados (João 1). E o que isso tem com gratidão humilde? TUDO! Essa verdade é a chave do cristianismo e é uma de suas grandes fascinações, mas também se torna base de sua rejeição por parte de muitos. A Bíblia é a religião que nos humilha, nos reduz ao nada que somos e nos deixa no devido lugar!
Veja bem, se sou convicto de minha pecaminosidade e total incapacidade de atingir o padrão de Deus, se sei que era condenado ao inferno e Cristo me salvou, então isso deve gerar em mim um coração totalmente grato a Deus. Pessoas gratas geralmente são dispostas a ser bênção para vida dos outros e nunca para apontar o dedo acusador. Então, a Bíblia é a religião da gratidão que nos faz servos de Deus e uns dos outros (Atos 2.42-47).
É doloroso admitir, mas muitos “evangélicos” não entendem isso. Afinal de contas vivemos em tempos de exaltação do “eu”. Você é “o cara”! É bom!, É importante! Como viver uma fé que diz que devo me humilhar, rastejar aos pés de um Deus que nem vejo? Pois é… Eis o mal dos crentes… Temos sido pós-modernos, egoístas, ensimesmados. Por isso, muitas vezes agimos como os fariseus dos tempos de Cristo, apontamos o dedo para quem não se encaixa no padrão e deixamos de lado o PADRÃO, a Palavra! Nossa, somos fariseus pós-modernos!
Minha amiga, a Bíblia garante que é possível sim ter certeza que é filho de Deus, herdeiro das promessas de Cristo (Efésios 1, João 1.12), mas ela afirma de forma veemente que se dizer cristão está invariavelmente associado ao fazer, ser, agir… Diversos textos mostram que os que sabem que Cristo deu a vida por eles devem andar, viver, agir, pensar, amar como pessoas que vão morar no céu (Leia Efésios 5. Gálatas 5, 1João 5, ou ainda as maravilhosas palavras de Jesus em Mateus 5 a 7).
Poliana, adoraria que todos os meus amigos pudessem falar: Eu tenho plena convicção de que vou morar eternamente com Jesus. Estarei em êxtase de prazer quando um dos que amo disser que entende o poder de Cristo em sua vida. Mas minha emoção será inexplicável quando eu vir os que gosto vivendo como cidadãos dos céus (Romanos 12.1,2, 1Pe 2.4,5). O grande desejo de meu coração para você e todos os meus queridos amigos é que cada um possa amar a Cristo e viver para Ele com todas as forças de suas almas, tendo nEle sua fonte de alegria, confiança, prazer, paz e esperança!
Não sei se percebeu, mas procurei colocar o termo “evangélico” sempre entre aspas. Sabe, eu não gosto de ser chamado assim… Esse termo anda tão vulgarizado. Ser “gospel”, “evangélico” ta na moda. Prefiro ser chamado de cristão. É isso que quero ser, um seguidor de Cristo, alguém que é consciente de todas as suas limitações e pecaminosidade, mas que anda, vive, e pensa, tentando ser a cada dia mais próximo (ou menos distante) do padrão estabelecido pela Palavra de Deus. Sei que ao me virem buscando viver de fato como creio, meus amigos poderão ter mais alguns motivos para acreditar nas palavras que lhes falo.
Bem, tenho mania de falar muito, sempre foi assim… Então, antes que me torne enfadonho, vou indo… Que Deus cuide de você, do maridão e de sua pequenina...
Meus irmãos, espero que Deus possa nos fazer pensar sobre o testemunho que damos (Atos 1.8).
Um abraço afetuoso!

Pr. Ricardo “CACO” Pereira


Nota: texto orginal no Ortopraxia, o blog do Pastor Caco.


sábado, 8 de agosto de 2009

A armadura de Deus I



Efésios 6

  10 Finalmente, fortaleçam-se no Senhor e no seu forte poder. 11 Vistam toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do Diabo, 12 pois a nossa luta não é contra seres humanos, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais. 13 Por isso, vistam toda a armadura de Deus, para que possam resistir no dia mau e permanecer inabaláveis, depois de terem feito tudo. 14 Assim, mantenham-se firmes, cingindo-se com o cinto da verdade, vestindo a couraça da justiça 15 e tendo os pés calçados com a prontidão do evangelho da paz16 Além disso, usem o escudo da fé, com o qual vocês poderão apagar todas as setas inflamadas do Maligno. 17 Usem o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.


Nota: Bíblia Sagrada - NVI (Ed. 2001).

Cavaleiro 
Imagem obtida na internet, o link conduz ao contexto original.

Que a graça e a paz do Senhor Jesus estejam sobre a sua vida.

Estava lendo a Bíblia, quando me deparei com o trecho em destaque e reparei como Paulo comparou os meios da graça, os recursos dos quais dispomos para o bem da nossa vida espiritual, com uma armadura: a armadura de Deus.

Em um tempo como este, em que se fala tanto em batalha espiritual, é necessário entendermos até onde nossa vida pode ser comparada a uma batalha, que tipo de inimigo nós estamos enfrentando e quais equipamentos e armas estão disponíveis, para montarmos nossa defesa e dispersarmos o que nos impede de prosseguir na nossa caminhada.

Antes de qualquer coisa, nós vivemos sim em batalha, mas a nossa luta não é contra seres humanos, e sim contra toda sorte de influências malignas que subjugam a humanidade distante de Deus, lançando-a numa escuridão densa e mortal. Nossa luta não é contra supostos infiéis ou contra impostores, mas é contra tudo o que é capaz de cegar o entendimento do homem e fazê-lo escravo: nossa luta é contra o Diabo.

Mas a batalha espiritual, travada aqui, nada tem a ver com lutas entre anjos e demônios que disputam por domínios territoriais. Nossa batalha diária é contra a hipocrisia da religião fingida e contra a loucura do secularismo exacerbado; é contra as heresias e os modismos, e contra o legalismo e a frieza espiritual; é contra a falta de amor a Deus e ao próximo, é contra a ignorância que leva ao materialismo, e é contra toda oposição que se faça contra a graça e a verdade reveladas em Cristo. E a nossa luta também é contra nós mesmos (i.e., nossa natureza carnal), pois se não cuidarmos de nos dominar, incontroláveis, agiremos segundo nossas paixões e nos afastaremos de Deus.

Sabendo disso, somos convidados, através desta série de reflexões, iniciada aqui, a refletir e procurar nos revestirmos da verdadeira armadura de Deus. Aguardem os textos seguintes nos quais vamos buscar compreender a importância da armadura de Deus, fazendo menção de cada item e sua finalidade.

A batalha continua...

Que Deus abençoe você.

Um abraço.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Um toque de amor



Você já foi tocado hoje?

Marcos 1

41 Cheio de compaixão, Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: “Quero. Seja purificado!”

— 
Nota: Bíblia Sagrada, Nova Versão Internacional - NVI.

Mãos se tocando

Porque será que a Bíblia faz questão de declarar que Jesus tocou no homem leproso, e só após isso Ele disse que o leproso estava curado? O fato de Jesus tocar naquele homem antes de declarar sua cura deve ter um significado muito importante.

Primeiramente a Bíblia declara que Jesus Cristo estava cheio de compaixão e em seguida estendeu sua mão e tocou naquele leproso. Como deve ter sido bom ser tocado por Jesus, após anos sem o toque de alguém? Note-se que os leprosos ficavam fora do arraial (ou cidade, como era o caso) e não podiam ser tocados por ninguém. Aquele homem deve ter percebido o amor com que Jesus o tocou; ele sentiu esse amor, e no entanto sua esposa não podia tocá-lo, seus filhos não podiam tocá-lo, pois os amigos e todas as pessoas deveriam ficar longe daquele leproso. Mas Jesus Cristo sabia do que ele precisava, ele precisava de um toque, não um toque qualquer, mas, um toque de amor.

Pessoas no mundo inteiro gostam de ser tocadas pelas pessoas que amam, o bebê reconhece o toque de sua mãe, a esposa procura o toque do seu amado, quando conversam; as pessoas tocam umas nas outras para sentirem-se próximas, íntimas. A humanidade anseia pelo toque de Deus. Jesus sabia disso, ele foi ao ponto exato, ele sabia que aquele homem estava doente. Sua doença física era visível; todos rejeitavam aquele homem porque era um costume da época, e quem tocasse em um leproso era considerado imundo e precisava realizar rituais para se purificar.

Mas Jesus Cristo não se importou com aquelas regras; estava ali o dono do amor, o dono da cura. Ele viu além, viu a doença invisível, a doença emocional e espiritual. E assim Ele tocou aquele homem com todo o seu amor e compaixão, para mostrar que não só sua cura física, mas, a emocional estava se realizando naquele momento.

Aquele homem pediu para Jesus curá-lo, ele disse que se Jesus quisesse curá-lo, Ele poderia fazê-lo, e em resposta Jesus Cristo disse: quero!

Mateus 8

2 Um leproso aproximando-se, adorou-o de joelhos e disse: “Senhor, se quiseres, podes purificar-me!”

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Nota: Bíblia Sagrada - NVI

Hoje não é diferente, Ele não só sabe das nossas doenças físicas e conhece todas as doenças emocionais, como também quer trazer cura e restauração para a alma. E o que fez aquele leproso? Ele primeiramente se aproximou em seguida o adorou e por fim pediu. Assim então, resta a nós fazermos o mesmo que ele fez, pois Jesus não mudou e quer curar todo aquele se achegar a Ele, só assim podemos ser tocados pelo seu amor e sua compaixão.

Lucas 8

46 Jesus disse: “Alguém tocou em mim; eu sei que de mim saiu poder”.

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Nota: Bíblia Sagrada - NVI

E hoje, mais do que nunca, não só podemos ser tocados por Ele, como também podemos tocar nEle pela fé. Quando somos tocados por Jesus, Ele nos deixa tocar nEle também e sermos curados de todos os nossos problemas e aflições. Com o seu toque de amor somos renovados e impulsionados a viver uma vida de plena satisfação, somos levados a amá-lo cada dia mais e mais.

Seja qual for seu problema, físico ou emocional, aproxime-se de Jesus, adore-o e peça para que Ele o toque, com certeza você será tocado por Ele e poderá experimentar a maravilhosa cura de Deus em sua vida.

Que o toque de amor de Jesus seja sobre você.

A paz a todos, Deus os abençoe.


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