segunda-feira, 16 de novembro de 2009

TEMOS PASTOR - 1ª PARTE



Em um tempo em que a idéia de pastorado tem sido perdida é preciso olhar para a Escritura e contemplar o pastoreio do Senhor. Olhe com carinho para o belo Salmo 23. 

De forma bastante simples e devocional, tentarei trazer algumas verdades acerca da forma como Deus nos pastoreia. 

1. Ele é Providente (1 - 3a) - Nas muitas vezes que falamos do Senhor, sempre usamos figuras que representem seu poder. Isso se dá de forma muito notória no próprio livro dos Salmos, onde predominam figuras como "rei", "libertador" ou até outras mais impessoais como "rocha" e "escudo". Mas aqui o Salmista, que provavelmente estava vivendo um dos mais felizes momentos de sua vida, faz-nos parar e perceber uma outra figura de extrema importância a respeito do nosso Deus: Ele é o Pastor.

Quando contemplamos o nosso Deus como Davi o fez, e traçamos um comparativo do cuidado que um pastor de ovelhas tem com sua possessão, percebemos então a grandeza dessa afirmação simples porém complexa do salmista maravilhado pelo seu Deus. Para o israelita o pastor não só orientava e tomava providências em favor do rebanho, mas também disciplinava e julgava. Por isso a idéia de pastor veio a ilustrar, quase que sempre, no Antigo Testamento e depois no Novo, a função do rei. Textos como Jr 23.3,4 e Lc15.3 -7 ilustram essa verdade. O Senhor é o pastor providente com sua possessão. Davi diz que de nada sentirá falta ou dEle não terei falta. Não está o rei falando necessariamente de bens materiais, se bem que o Senhor também nos supre com eles, mas aqui o salmista volta-se para o sustento, para a provisão espiritual que o Pastor proporciona às suas ovelhas.

Amados, no segundo verso, logo em seguida a sua afirmação inicial o rei querendo ainda mais acrescer elementos de confiança, revela outros dois traços da ação pastoral de Deus: Ele me faz repousar em pastos verdejantes... Leva-me para junto das águas de descanso. Em meio a uma região quente como a Judéia, os pastores sempre buscavam lugares calmos nos quais as ovelhas pudessem descansar, bem como águas tranquilas, pois era inconveniente para o rebanho beber água em fortes correntes. No terceiro verso, parte inicial, há mais uma bela verdade sobre o pastoreio de Jehovah. Em seu livro Teologia da Alegria, John Piper ao comentar esse trecho nos diz o seguinte: "... Isso significa que Davi teve dias ruins. Houve dias em que sua alma precisou ser reanimada. A vida do servo de Deus é um normal processo repetitivo de restauração e renovação".

O Senhor nosso Pastor não mudou ao longo dos anos, continua sendo um zeloso cuidador do seu povo. Precisamos confiar nEle como nosso Sustentador. Ainda hoje Deus que continuar cuidando de todos aqueles por quem o seu Filho Amado morreu na cruz.

Que o Supremo Pastor cuide de nós!

Um abraço carinhoso,

Pr. Caco 


Fonte: Postado originalmente no Ortopraxia, o blog do Pr. Caco.

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