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domingo, 15 de novembro de 2009

Dando testemunho da graça



healing_of_the_blind_man 

“… Uma coisa sei: eu era cego e agora vejo!”

(João 9.25b)

 

Nossa fé é constantemente questionada, a veracidade da Graça também. Não são raras as vezes em que somos confrontados com argumentos que defendem a inexistência de Deus e, por conseguinte, a ineficácia da Graça. Mas há como rebater tais ataques.

Há um ditado que diz: “Contra fatos não há argumentos”. E é aí que podemos rebater as declarações dos que se opõem a Deus e a sua Maravilhosa Graça. Somente com  nosso testemunho pessoal, uma vida que seja sacrifício vivo e agradável a Deus, é que podemos fazer valer o referido ditado, e contra os fatos da Graça quaisquer argumentos serão inválidos.

Foi assim com um certo cego de nascença. Aquele homem fora curado por Jesus, mas os fariseus iniciaram uma investigação, a fim de invalidar o milagre e declarar que Jesus era apenas um charlatão. E como não conseguiam provar nada, foram até o que havia sido agraciado com a cura e lhe importunaram, tentando fazê-lo vacilar na fé; chegaram a dizer que Jesus era um pecador, ou seja, era alguém descredenciado para realizar tal milagre. Contudo a resposta daquele homem foi:  “Não sei se ele é pecador ou não. Uma coisa eu sei: eu era cego e agora vejo!”.

Mas você não precisa ter sido curado de cegueira ou de câncer para dar testemunho da Graça e de sua eficácia. A sua conversão, sua mudança de atitude (não falo de simples mudança da idumentária ou de hábitos alimentares etc), sua nova visão da vida, o exercício da fé e da caridade (o amor que gera boas obras) é que fazem valer o seu testemunho. E não haverá argumentos contra tais fatos.

Exercite a fé e o amor que você recebeu de Deus, através de Cristo. Faça com que suas ações sejam um forte testemunho da Graça. Que a sua vida seja um culto a Deus, ou seja, que em tudo se possa dar graças a Deus por você. A vida cristã não precisa de um milagre maior que a própria salvação (se é que existe milagre maior que a obra da Graça). Dê testemunho deste milagre hoje.

Amazing Grace

“I once was lost, but now am found,
  Was blind, but now I see.”

John Newton, Olney Hymns (London: W. Oliver, 1779)

—

Graça Maravilhosa

“Eu estava perdido, mas agora fui encontrado,
  Era cego, mas agora vejo.”

(Em tradução livre por Isaac Marinho)

Que a graça e paz do Senhor Jesus sejam manifestas em sua vida.

Um forte abraço.

domingo, 6 de setembro de 2009

Sacrifícios que agradam a Deus



Hebreus 13

16 Não se esqueçam de fazer o bem e de repartir com os outros o que vocês têm, pois de tais sacrifícios Deus se agrada.

Nota: Bíblia Sagrada, Nova Versão Internacional - NVI



Graça e paz sejam multiplicadas a todos vocês.

Os sacrifícios da Antiga Aliança visavam simplesmente representar o sacrifício do Cristo. Eram simples sombras do ato máximo do Ungido de Deus, que se ofereceu de uma vez por todas, em nosso favor e em nosso lugar, para que pudéssemos ter uma vida plena de paz e comunhão com Deus.

Não era a ação de sacrificar os animais à Deus que tinha alguma valia, mas a fé da pessoa, que os oferecia na intenção de dizer: "creio que o Senhor providenciou a total remissão dos meus pecados". Os sacrifícios simbolizavam a redenção, oferecê-los significava expressar o reconhecimento da própria culpa e a fé na redenção futura, ou seja, sem arrependimento e sem fé, eles eram vazios. Mas Jesus veio e consumou a obra da salvação, e aqueles sacrifícios não mais são necessários; só precisamos crer e aceitar a salvação manifesta no Cristo.

Muitos homens tentaram trazer de volta a prática dos sacrifícios simbólicos, desprezando o perfeito e real sacrifício do Cristo. Hoje, diversos grupos religiosos tentam se relacionar com Deus através da entrega de algo; como se Deus cobrasse algum valor para nos dar atenção. Não! Não devemos pensar assim, não do Deus Vivo. Pois Ele fez uma doação, Seu único Filho, e providenciou um sacrifício de substituição — a cruz era nossa —  que nos deu acesso à mais maravilhosa riqueza que se pode possuir: uma vida eterna em comunhão com o Pai.

Mas se você deseja oferecer sacrifícios, pense naquilo que é sua obrigação como ser humano: fazer o bem. O verso que tomamos para refletir deixa claro que Deus se agrada quando praticamos boas ações (mas só as que têm como princípio ativo a caridade, e não a ganância ou autopromoção) e, especialmente, quando somos altruístas (sendo capazes de repartir sem esperar retorno). Estes sacrifícios são agradáveis a Deus, pois abatem o ego e entronizam o amor (Deus é amor) em nossos corações.

Filipenses 2.5-7

Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvasiou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens.

Nota: Bíblia Sagrada - NVI

Quando o nosso ego (a nossa natureza egoísta e egocêntrica) é destronado e, pela fé, nos entregamos a Deus para vivenciarmos a caridade, nos tornamos participantes da cruz do Cristo, pois o nosso velho homem é crucificado com ele, e da sua ressurreição, pois passamos a viver em novidade de vida (Gálatas 2.20; Colossenses 3.5-14). Proceder corretamente, agir com amor, fazer o bem, ser atruísta e não deixar que nosso ego pise sobre a caridade: Eis os sacrifícios que podemos oferecer diariamente, tendo certeza de que Deus se agradará dos mesmos.

Que Deus continue abençoado vocês.

Um forte abraço

quarta-feira, 15 de julho de 2009

E se Nossa Fé For Inoperante?



Por favor leia Tiago 2.14-26

O que dizer de alguém que está na Igreja durante toda sua vida, que conhece a Escritura muito bem, no entanto, não mantém um testemunho fiel através da prática das boas obras? O que dizer de alguém cuja fé é inoperante?

Tiago, o irmão do Senhor, parece ter respondido essa questão. Se entendemos que a fé sem obras é inoperante, morta, dizemos então,que não praticar boas obras é um sinal de "não salvação". Stanilas Lyonnet, tratando acerca do amor, diz que o indivíduo que não ama é um herege e está negando a Cristo. Se verificarmos as palavras de João na sua primeira carta, capítulo quatro, verso oito, somos levados a concordar com ele, e afirmar a dificuldade em crer que alguém cuja fé é inoperante seja salvo (STANILAS LYONNET. A Caridade Plenitude da Lei).

Uma fé meramente intelectual pode transformar a pessoa num excelente teórico acerca das verdades da Escritura, mas jamais o tornará um cidadão dos céus. Abraão foi justificado pelas obras no sentido de que as suas obras e obediência confirmaram a salvação que lhe havia sido imputada. O mesmo se diz de Raabe, a prostituta que conheceu o amor do Senhor, viveu por esse amor e acabou sendo contada na genealogia do Salvador. Assim, à luz da Palavra, afirmamos que uma fé inoperante apenas atesta a impiedade do indivíduo, simplesmente testifica que alguém "viveu para morte eterna".

Na verdade, fé inoperante é falsa fé, é enganação, é qualquer outra coisa, menos fé. Ela não tem proveito algum, é apenas engodo. Boice diz que essa fé nada mais é que falsa pretensão (BOICE. Creio, Sim Mas e Daí?). A fé verdadeira, aquela que produz frutos pode ser percebida pelos seus resultados; já a falsa, nem mesmo faz barulho nas folhas. Ela é estéril. Pode até ser apresentada sob uma capa de piedade, de santidade, mas nunca será aquela que tem os frutos para mostrar.

J. C. Ryle fala sobre a fé inútil, inoperante. Ele diz do homem que tem esse tipo de fé: "Ele pode perder sua alma por aceitar determinado tipo de fé. Ele pode viver e morrer contentando-se com um cristianismo falso e descansando numa esperança sem fundamento. Este é o caminho mais comum que existe para o inferno" (J. C. RYLE, Tipos Inúteis de Fé.).

Falsa fé é uma fantasia! Fé sem obras, nas palavras de Jesus, é como sal insípido, sem sabor, que não presta para nada. É um ramo não ligado à videira, que só presta para ser podado e queimado.

É biblicamente inaceitável que exista alguém que presuma ser salvo em Cristo e tenha uma fé inoperante. Até pode haver momentos de esfriamento, de perda da alegria da salvação. Entretanto, através dos meios de graça o crente pode ter restituída a operosidade, a alegria da salvação. Por isso, afirmo que os crentes em Cristo devem, ardentemente, buscar o enchimento do Espírito para que, por ele, sejam dominados, a fim de viverem uma vida de fé operosa que sempre conduz a uma vida plena de alegria no Senhor.

Amados, examinemos nossas vidas e vejamos se nossa fé tem promovido a glória de Deus através de ações de amor ao próximo, de compaixão e de testemunho da graça daquele que nos chamou das trevas para o Reino do Filho de seu amor.

Que o Deus da Palavra nos bendiga e nos conduza em obras que glorifiquem o nome Santo dEle!

Um abraço afetuoso,


Pr. Caco



Post original no Ortopraxia, blog do Pr. Caco.

domingo, 21 de setembro de 2008

Fé e Boas Obras



"Ele se entregou por nós a fim de nos remir de toda a maldade e purificar para si mesmo um povo particularmente seu, dedicado à prática de boas obras."
(Tito 2.14 - NVI)


Por vezes vemos pessoas discutindo sobre o papel da "fé" e das "boas obras" na vida cristã. Alguns dizem que só precisamos crer, outros dizem que precisamos praticar boas ações, outros ainda dizem que que devemos ter as duas coisas: fé e boas obras. Existem até alguns menos atentos que dizem que Paulo e Tiago discordavam quando o assunto era "fé e obras". Mas o que nós podemos compreender à luz da Escritura é que "a fé é o que nos habilita para as boas obras".

Paulo ensina que as boas obras (obras da Lei), não levam à salvação; a fé é que leva à salvação (Gálatas 3.11-14). Tiago ensinou que uma fé sem obras é morta (Tiago 2.14-18). E curiosamente o versículo tema desta reflexão foi escrito por Paulo, e mostra que os remidos e purificados, chegaram a este estado com uma finalidade: a prática das boas obras.

Praticar "boas obras" pensando em se salvar por elas é inútil, pois as boas obras não apagam nossos pecados; Crer em Jesus é que nos garante salvação. Por outro lado, dizer que se crê é fácil. Ou mesmo, ser dotado de uma "fé inerte" é muito fácil, até os demônios crêem em Deus desta forma (Tiago 2.19); mas o que salva é a "fé dinâmica", aquela que nos leva a obedecer à Palavra de Deus e andar em conformidade com a vontade dEle, ou seja, nos leva a praticar as "boas obras".

Deus nos salva, através da fé em Cristo, e nos capacita para praticarmos as boas obras. Mas se alguém diz ter fé e não produz "frutos condizentes com esta fé", tal fé é inerte, ou seja, é morta. E se alguém cuida que pelas "obras boas" que fizer será salvo, este quer invalidar o sacrifício de Cristo e julga ser bom o suficiente para produzir bons frutos por si mesmo.

"Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanece em mim e eu nele, esse dará muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma." (João 15.6 - NVI)

Pela fé nos chegamos a Cristo em busca da salvação, e Ele vem para nós operando a remissão; daí passamos a produzir fruto, se permanecermos ligados a Ele. Pela fé somos salvos para nos dedicarmos às boas obras, e vivermos uma vida agradável a Deus.

Que a graça e a paz do Senhor sejam com o seu espírito.

Tenha uma ótima semana!

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