quarta-feira, 15 de julho de 2009

E se Nossa Fé For Inoperante?



Por favor leia Tiago 2.14-26

O que dizer de alguém que está na Igreja durante toda sua vida, que conhece a Escritura muito bem, no entanto, não mantém um testemunho fiel através da prática das boas obras? O que dizer de alguém cuja fé é inoperante?

Tiago, o irmão do Senhor, parece ter respondido essa questão. Se entendemos que a fé sem obras é inoperante, morta, dizemos então,que não praticar boas obras é um sinal de "não salvação". Stanilas Lyonnet, tratando acerca do amor, diz que o indivíduo que não ama é um herege e está negando a Cristo. Se verificarmos as palavras de João na sua primeira carta, capítulo quatro, verso oito, somos levados a concordar com ele, e afirmar a dificuldade em crer que alguém cuja fé é inoperante seja salvo (STANILAS LYONNET. A Caridade Plenitude da Lei).

Uma fé meramente intelectual pode transformar a pessoa num excelente teórico acerca das verdades da Escritura, mas jamais o tornará um cidadão dos céus. Abraão foi justificado pelas obras no sentido de que as suas obras e obediência confirmaram a salvação que lhe havia sido imputada. O mesmo se diz de Raabe, a prostituta que conheceu o amor do Senhor, viveu por esse amor e acabou sendo contada na genealogia do Salvador. Assim, à luz da Palavra, afirmamos que uma fé inoperante apenas atesta a impiedade do indivíduo, simplesmente testifica que alguém "viveu para morte eterna".

Na verdade, fé inoperante é falsa fé, é enganação, é qualquer outra coisa, menos fé. Ela não tem proveito algum, é apenas engodo. Boice diz que essa fé nada mais é que falsa pretensão (BOICE. Creio, Sim Mas e Daí?). A fé verdadeira, aquela que produz frutos pode ser percebida pelos seus resultados; já a falsa, nem mesmo faz barulho nas folhas. Ela é estéril. Pode até ser apresentada sob uma capa de piedade, de santidade, mas nunca será aquela que tem os frutos para mostrar.

J. C. Ryle fala sobre a fé inútil, inoperante. Ele diz do homem que tem esse tipo de fé: "Ele pode perder sua alma por aceitar determinado tipo de fé. Ele pode viver e morrer contentando-se com um cristianismo falso e descansando numa esperança sem fundamento. Este é o caminho mais comum que existe para o inferno" (J. C. RYLE, Tipos Inúteis de Fé.).

Falsa fé é uma fantasia! Fé sem obras, nas palavras de Jesus, é como sal insípido, sem sabor, que não presta para nada. É um ramo não ligado à videira, que só presta para ser podado e queimado.

É biblicamente inaceitável que exista alguém que presuma ser salvo em Cristo e tenha uma fé inoperante. Até pode haver momentos de esfriamento, de perda da alegria da salvação. Entretanto, através dos meios de graça o crente pode ter restituída a operosidade, a alegria da salvação. Por isso, afirmo que os crentes em Cristo devem, ardentemente, buscar o enchimento do Espírito para que, por ele, sejam dominados, a fim de viverem uma vida de fé operosa que sempre conduz a uma vida plena de alegria no Senhor.

Amados, examinemos nossas vidas e vejamos se nossa fé tem promovido a glória de Deus através de ações de amor ao próximo, de compaixão e de testemunho da graça daquele que nos chamou das trevas para o Reino do Filho de seu amor.

Que o Deus da Palavra nos bendiga e nos conduza em obras que glorifiquem o nome Santo dEle!

Um abraço afetuoso,


Pr. Caco



Post original no Ortopraxia, blog do Pr. Caco.

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