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terça-feira, 21 de abril de 2009

O Pai Nosso - pt. 4



Mateus 6

11...E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores;

Nota: Bíblia Sagrada - Almeida Revista e Corrigida (ARC)


Figura Mulher prostrada segurando a borda das vestes de um homem

Continuamos com a nossa série sobre a oração do Pai nosso, tratando sobre um tema muito importante: o perdão. Diria que o perdão é algo fundamental para se obter uma vida Cristã comprometida e alcançar as verdadeiras bençãos que Deus tem para nos dar.

Mas então, como podemos proceder com a oração do Pai nosso se muitas vezes mentimos quando recitamos esta parte?! Muitos insistem em repetir essa oração à exaustão mas se esquecem do real significado que Jesus quis nos passar. É preciso que haja o perdão sincero entre irmãos, para que Deus possa nos perdoar também. É muito fácil pedir para ser perdoado por Deus ou por um sacerdote, quando o coração ainda continua cheio de mágoas e ressentimentos, e não libera o perdão de verdade.

Uma alma que não libera o perdão sincero nunca poderá ser perdoada, pois esse é o princípio para se alcançar o perdão de Deus. O próprio Cristo nos instruiu a isso, para que praticássemos o perdão entre nós e assim pudessemos ser perdoados por Deus, dos nossos muitos pecados.

Portanto, meu caro leitor, não espere ser perdoado por Deus enquanto você não limpar o seu coração de toda mancha e liberar o perdão sincero para aqueles que te fizeram mal. Experimente fazer isso e você verá o que Deus pode fazer em tua vida.

Que Deus abençoe a todos. É bom estar de volta.


terça-feira, 24 de março de 2009

Encontrando o Perdão



Salmo 32

1 Como é feliz aquele que tem suas transgressões perdoadas e seus pecados apagados!

2 Como é feliz aquele a quem o Senhor não atribui culpa e em quem não há hipocrisia!

3 Enquanto eu mantinha escondidos os meus pecados, o meu corpo definhava de tanto gemer.

4 Pois dia e noite a tua mão pesava sobre mim, minhas forças foram-se esgotando como em tempo de seca.

5 Então reconheci diante de ti o meu pecado e não encobri as minhas culpas. Eu disse: Confessarei as minhas transgressões ao Senhor, e tu perdoaste a culpa do meu pecado.

Nota : Bíblia Sagrada - Nova Versão Internacional (NVI).


Imagem Homem cabisbaixo

Que a graça e paz do Senhor Jesus sejam multiplicadas a você.

Uma característica comum a todos os seres humanos é a incrível capacidade de cometer erros, tanto é que se criou um ditado: "Errar é humano". E qual de nós não tem falhas? Qual de nós é perfeito à medida de Cristo? Quantos dentre nós não têm pecados? Todos temos, pois todos pecaram e se afastaram de Deus (Romanos 3.10-18, 23). Mas o que devemos fazer? Entender que pecar é normal? Aceitar que somos tendenciosos ao erro e nos conformarmos com isto? Ou devemos fazer o papel de bons homens, criticando os pecados dos outros e exibindo virtudes que muitas vezes nem existem em nós?

O Salmo 32 é atribuído a Davi, e nele podemos enxergar um homem que serve a Deus exaltando-O por suas misericórdias, mas ao mesmo tempo relatando a amargura que sentiu por seus pecados até que experimentasse o perdão. Vejamos em detalhes: No primeiro verso lemos que "aquele que tem suas transgressões (erros, falhas) perdoadas e seus pecados apagados é feliz", mas muito feliz mesmo, não havendo felicidade que se compare com a dele; em seguida o salmista ressalta "que essa admirável felicidade habita aqueles a quem o Senhor não atribui culpa e em quem não há hipocrisia", ou seja, "felizes são aqueles recebem o perdão e não vivem uma religiosidade fingida, mas são sinceros diante de Deus". Entendemos melhor quando prosseguimos com a leitura.

É exatamente no terceiro verso do salmo que o escritor começa a falar daquilo que o levou a concluir que os "que recebem o perdão de Deus e que não são hipócritas diante do Senhor" são muito felizes. Pois ele passa a relatar sua experiência pessoal. Ele confessa que "mantinha seus pecados escondidos", o que na verdade é impossível, pois Deus nos vê de toda forma, mas o que ele quer dizer é que ele estava agindo de maneira hipócrita, praticando uma religiosidade fingida equanto acumulava uma multidão de pecados. Ele também fala do terror de sentir culpa (no verso quatro), pois era como se Deus o estivesse castigando dia após dia, o que nos leva a entender que a comunhão que ele tinha com Deus já havia sido afetada; ele não via mais em Deus o seu Senhor, seu Pastor (como no Salmo 23), seu Guia, seu Amigo ou seu Pai, o que ele enxergava era um juiz pronto para condená-lo, um carrasco prestes a submetê-lo aos castigos devidos, uma imagem aterradora que o enfraquecia ainda mais.

Chegando a esse ponto, mostrado no verso quatro, há uma certa indiposição para buscar o perdão, pois sentimos medo. Vêm aquelas perguntas: "Será que Deus vai me perdoar?" ou "Será que eu ainda sirvo?" ou "Será que ainda tem jeito para mim?" ou ainda "Será que eu ainda sou crente?". Diante de toda a pressão de conviver com o medo e a culpa, num último esforço, o salmista buscou um escape. E, como quem desabafa, ele confessou a Deus o quanto estava sendo fingido em suas ações, pois foi lá e expôs todas as suas transgressões e culpas. Mas quero que você note bem a expressão do verso cinco:

Eu disse: Confessarei as minhas transgressões ao Senhor, e tu perdoaste a culpa do meu pecado.

O que há de especial aí? O salmista nos diz que enquanto ele ainda dizia consigo mesmo que "iria confessar a Deus as transgressões que cometera", ele já podia sentir o alívio do perdão. Pois o verso imediatamente mostra a resposta de Deus. Um coração arrependido e sincero é alvo certo do perdão de Deus, e Ele não erra a pontaria.

É desejo de Deus, perdoar as nossas transgressões e nos livrar das nossas culpas; mas cabe a nós buscar ao Senhor. Se você estiver diante das suas trangressões, fraco e abatido, e sentido o peso das suas culpas: anime-se! Seja sincero com Deus, derrame sua alma diante dEle, confesse seus pecados, busque o perdão e seja perdoado!

Que o Deus de infinita misericórdia esteja abençoando a sua vida em nome de Jesus. Amém!

Um abraço.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Orando com sinceridade



Salmo 27.16-18

A Bíblia nos ensina que a oração é meio de falarmos com Deus. Através da Palavra de Deus nos deparamos com muitas orações de homens e mulheres do passado, que viveram uma vida santa e agradaram a Deus. Mas o interessante é que e essas pessoas não apresentavam-se ao Senhor sem tentar encobrir sua fraquezas.

Temos vivido tempos de grande necessidade de oração. Não são poucos os pedidos de intercessão que ouvimos nos templos ou mesmo em estarmos com os amigos; os dias são maus, e o melhor que podemos fazer é apresentar as nossas vidas a Deus. Só que muitos ainda insistem em orar como se fossem mais que merecedores da atenção de Deus, são aqueles "filhos exigentes", se é que podem ser chamados de filhos. Mas Deus, que não se engana, não se agrada de tais orações. Devemos orar com sinceridade.

"Volta-te para mim e tem misericórdia de mim, pois estou só e aflito."
(Salmo 27.16 - NVI)

Davi apresenta-se a Deus, pede sua atenção e misericórdia, e apresenta sua situação resumidamente. Antes de chegar a este ponto, Davi exalta a Deus com fervor (leia os versos anteriores); até aqui parece uma oração simples, e é. Mas essa simplicidade é um ponto que falta nas orações que fazemos por diversas vezes. Pedimos e pedimos e pedimos... e nem sequer falamos com Deus como filhos, pois exigimos, cobramos, e apresentamos a Deus tudo o que não somos como se fôssemos (hipocrisia??).

"As angústias do meu coração se multiplicaram; liberta-me da minha aflição."
(Salmo 27.17 - NVI)

Davi expressa o que sente, o que lhe vai no coração; ele "derrama sua alma" diante de Deus. Ao contrário de alguns que fingem estar tudo bem, quando oram a Deus não falam da tristeza que sentem ou de sua angústia etc, pois já padronizaram a sua oração. Oração é diálogo, não é algo decorado que se pronuncia. Fale do que lhe vai no coração. Seja sincero.

"Olha para minha tribulação e o meu sofrimento, e perdoa todos os meus pecados."
(Salmo 27.18 - NVI)

Por fim, Davi pede (ele não exige) que Deus considere o que tem sofrido, sua situação, e, num ato de sinceridade, suplica o perdão de todos os seus pecados. Ele sabe que Deus pode tirá-lo daquela angústia, e recorre a Ele; mas não deixa de reconhecer que em sua vida ocorreram coisas que desagradaram a Deus (atitudes, pensamentos, a velha omissão etc), então ele pede perdão ao Senhor. Aí está um pedaço importante da oração de "um homem segundo o coração de Deus".

Em vez de um conjunto de palavras bonitas e bem colocadas ou um discurso extenso, nossa oração deve ser cheia de sinceridade e humildade. Não adianta gritar, machucar os joelhos ou cometer qualquer outro excesso. Nossa oração deve ser uma conversa sincera com o Pai, e tenha certeza de que Ele quer ouvir você.

Que a graça e paz do Senhor estejam com você!

Um forte abraço.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Exercitando o perdão



"Então Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou:'Senhor, quantas vezes deverei perdoar meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?' "
(Mateus 18.21 - NVI)

Imagem Aperto de mãos

Uma das atitudes que não tomamos com facilidade é a de perdoar. Quando somos magoados, feridos, humilhados, contrariados, pensamos em tudo menos em perdoar o ofensor.

Um dos apóstolos, Pedro, chegou a perguntar a Jesus quantas vezes devia perdoar seu "irmão" quando esse pecasse contra ele. Alguns dizem que Pedro perguntou se sete vezes seriam suficientes, porque ele já havia perdoado tantas vezes e agora queria tomar uma atitude extrema; eu imagino que Pedro queria basear o exercício do perdão num "regime de cotas".

O fato é que Jesus disse a Pedro que devemos perdoar tantas vezes quantas forem necessárias, ainda que tenhamos em mente um número de perdões a serem liberados.

"Jesus respondeu: 'Eu lhe digo: não até sete, mas até setenta vezes sete.'"
(Mateus 18.22 - NVI)

Ou seja, se você pensa em estabelecer um limite para perdoar, você deve perdoar muitas vezes mais do que esse seu limite, isto é, tantas vezes quantas você for ofendido. Afinal de contas, Deus não limitou seu perdão para nós, mas por sua graça nos concedeu o perdão de todas as nossas ofensas.

Lembre-se da oração modelo, nela Jesus nos lembra a "lei da semeadura", e tantas pessoas (a exemplo de Pedro) oram ou rezam o "Pai Nosso" sem perceber um detalhe, a parte que trata do perdão:

"Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores."
(Mateus 6.12 - NVI)

Pedro só seria perdoado sete vezes... Ainda bem que ele foi até Jesus para tirar a dúvida.

Assim como você tem sido perdoado, exercite o perdão!


Que a graça e paz do Senhor Jesus sejam com você.

Tenha um domingo abençoado.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Infinita Misericórdia



Foto Mão de adulto acolhendo mão de bebê

"Pois quanto o céu se alteia acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem."
(Salmos 103.11 - A.R.A.)

Poderia alguém calcular a distância entre o céu e a terra? Creio que não e mesmo que conseguisse dá pra você imaginar o tamanho dessa distancia? Enorme né? Pois bem, esse é o tamanho da misericórdia do nosso Deus.

"... assim é grande seu amor por aqueles que o temem"; o Senhor está pronto para perdoar. Estamos sujeitos a errar, mas quando tememos ao Senhor na mesma hora bate o arrependimento, e é isso que Deus quer de nós um coração arrependido, e Ele estará sempre pronto a nos perdoar, renovando sua misericórdia a cada manhã.

"As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se a cada manhã."
(Lamentações 3.22,23a)

E se Deus nos tratasse como merecemos? Se Ele desse o castigo de acordo com nossos pecados? Coitados de nós! Mas não é assim que funciona, Ele simplesmente nos perdoa.

Agradeçamos a Deus pelo seu amor e pela sua infinita misericórdia para conosco.


Tenha um excelente dia, e volte sempre!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Essencial, o perdão



Figura Arrependimento

"Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus"
(Romanos 3.23 - A.R.A.)

Todo ser humano tem natureza pecaminosa, decorrente da queda do homem. O pecado trouxe algumas conseqüências, dentre elas: a morte física, espiritual e eterna, falta de comunhão com Deus, condenação, culpa etc.

É natural do ser humano pender para o pecado, mas isso é devido à sua natureza decaída; temos, portanto, que vigiar para não cairmos em tentação, carecemos do perdão de Deus. O perdão de Deus nos trás de volta a comunhão com Ele, nos trás vida eterna, nos trás alegria, paz de espírito.

Mas como poderemos obter o perdão de Deus? Com o arrependimento de coração, com a confissão dos pecados, não deixando que o ato de pecar seja um hábito em nossas vidas. Pois Cristo morreu para perdão dos nossos pecados, e agora temos que fazer nossa parte também.

Que a paz do Senhor esteja sempre na sua vida.

Tenha um ótimo dia!

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