quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Movidos pelo amor e guiados pela razão



Filipenses 1

9 E peço isto: que o vosso amor cresça mais e mais em ciência e em todo o conhecimento,
10 Para que aproveis as coisas excelentes, para que sejais sinceros, e sem escândalo algum até ao dia de Cristo;
11 Cheios dos frutos de justiça, que são por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus.
Nota: Bíblia Sagrada - ACRF (Ed. 1994). Acessível aqui.
Graça e paz sejam multiplicadas a você.
De todas as virtudes, a mais apreciável, a mais excelente, é o amor (ou a caridade, conforme 2 Conríntios 13.1-13). Mas ele precisa estar associado a outras virtudes ou recursos morais e espirituais; pois somente assim frutificará perfeitamente (2 Pedro 1.5-8).
Uma semente, mesmo sendo boa, não produzirá satisfatoriamente se o solo não for bem preparado. Da mesma forma se você tem amor, mas não tem um coração preparado com o adubo da ciência e do conhecimento, os resultados podem ser desatrosos. Boas intenções nem sempre geram bons resultados; dessa maneira, muitas pessoas movidas pelo amor deixam-se guiar pelas emoções e cometem erros.
O amor não pode nos levar a pecar ou a fazer o mal contra nosso próximo. Por exemplo, os pais que acobertam os erros ou até mesmo os crimes dos filhos, dizem que o fazem por amor (o amor estaria aprovando o que não é excelente?); mas as suas ações dão aos filhos todo o suporte para continuarem como deliquentes. E mais, esses mesmos pais podem sofrer as consequências de se deixarem "guiar pelo amor" (...e se o amor for mesmo cego?). O amor deve nos mover, mas não nos guiar.
Deixar-se guiar pelo sentimento é como deixar que um carro de bois seja dirigido pela vontade dos bois. Eles não saberão aonde ir e poderão até mesmo extraviar a carga que estão a carregar; é por isso que existem condutores. Assim, devemos nos permitir ser movidos pelo amor, mas as nossas ações devem ser guiadas pelo conhecimento.

Lucas 10

33 Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão;
34 E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele;
35 E, partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando voltar.
Nota: Bíblia Sagrada - ACRF (Ed. 1994). Acessível aqui.
A Parábola do Bom Samaritano é um excelente exemplo de amor ao próximo e também serve para entendermos melhor o que quero dizer. Movido pelo amor ao seu semelhante, o samaritano foi prestar-lhe socorro; mas foi guiado pela ciência e pelo conhecimento que ele soube fazer os curativos, transportar e cuidar para que nada faltasse ao homem ferido (quase morto).
Outra coisa que devemos observar, é que o sacerdote e o levita, que passaram pelo homem antes do samaritano, também agiram por amor (à religião) e foram guiados pelo conhecimento, que (convenientemente) lhes dizia para evitar aproximarem-se de mortos, para não ficarem impuros e incapazes de ministrar (...como eles podiam ter certeza de que aquele homem estava morto?). Faltou-lhes a ciência, faltou-lhes o uso da razão, o julgamento das variáveis envolvidas na situação.
Não se deve escolher, dentre o que se conhece, o caminho mais conveniente para si mesmo, e sim o mais adequado à situação. Assim, sigam adiante: movidos pelo amor e guiados pela ciência e pelo conhecimento — pela razão.
Que Deus abençoe a sua vida.
Um abraço.

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